O filme “Gritos do Silêncio”, ao retratar a guerra do Camboja, que teve início nos primeiros anos da década de 70, mostra também a realidade dos jornalistas que são designados pelos veículos de comunicação onde trabalham para cobrirem os fatos que envolvem a guerra. A obra é baseada em fatos reais e em meio ao conflito, conta a história de Syd Schanberg (Sam Waterston), repórter norte-americano do jornal The New York Times, enviado ao Camboja para acompanhar os acontecimentos.
Logo que chega em terras vietnamitas, o jornalista encontra o intérprete (e também repórter) Dith Pran (Haing S. Ngor), além de jornalistas que vieram de outros países com o mesmo objetivo de Syd. O dia-a-dia deles no Camboja permite que o público entenda algumas das características da cobertura de um evento internacional. Através do personagem Syd, pode-se perceber a importância de o jornalista acompanhar os fatos de perto, afinal, existem informações, dados e fotografias que só podem ser obtidos por quem está no local, vivenciando tudo. É notável o esforço do personagem Syd em estar sempre próximo ao lugar onde a notícia acontece e isso remete a outro fator importante da cobertura internacional, assim como do jornalismo em si: é preciso ter conhecimento e sensibilidade para decidir o que é notícia e o que interessa. A diferença é que, estando em outro país e, principalmente, em meio a uma guerra, sem uma equipe de apoio, tudo se torna mais difícil.
Outra característica do jornalismo internacional é a falta de recursos. Justamente por estar longe da redação ou ambiente de trabalho, o repórter, muitas vezes, precisa improvisar e lidar com a precariedade de recursos, seja para apurar informações, redigir uma matéria ou envia-la para o veículo. Podemos notar isso na cena em que Syd está concluindo uma de suas matérias e a eletricidade acaba. Na época, era utilizada a máquina de escrever, ou seja, o problema não era relacionado ao funcionamento de um computador, mas sim ao fato de que a falta de luz caracteriza a precariedade do local. Isso, sem contar os bombardeios (constantes em uma zona de conflito) que muitas vezes danificavam o Telex, antigo sistema internacional de comunicações escritas, atrasando o envio dos textos para o Times, nos Estados Unidos. É claro que deve-se levar em consideração que o filme retrata a década de 70, quando não tínhamos a facilidade que a internet proporciona hoje. Ainda assim, de certa forma, a falta de recursos ou a dificuldade de se chegar a eles fazem parte da realidade atual de um enviado especial, principalmente se estiver em um país marcado pela pobreza, como o Camboja.
Além de correr muitos riscos em uma zona de guerra, o repórter tem dificuldade em obter e apurar informações. No filme, vemos que a população local é uma boa fonte de informação em meio à guerra ou pelo menos pode auxiliar o jornalista a chegar até a informação. O profissional lida com uma realidade difícil ao conviver com mortes, feridos e pessoas em desespero por terem perdido suas famílias ou suas casas. Além disso, precisa lidar com a hostilidade de grupos como o Khmer Vermelho (no caso do filme), grupo revolucionário que tentava implantar um novo regime na região, e até com a morte de colegas da imprensa. Ainda assim, o filme acha espaço para retratar o lado “humano” dos personagens, a união e a amizade entre eles, no caso de Syd e Dith e até dos outros jornalistas que viviam a mesma rotina difícil da cobertura de guerra.
Qualificação do jornalista internacional Por ser uma área que abrange diversos temas, exige do repórter conhecimento de cultura geral e, principalmente, de política e economia internacional. O profissional precisa saber e acompanhar os principais acontecimentos do mundo e, como complemento, conhecer a história desses eventos. Dominar dois ou mais idiomas é um requisito fundamental.
Por Camila Batista, Eliandra Lopes, Kamila Johann e Tatiana Prisco Nassr
Eleições deste ano serão marcadas pelo uso da internet
Quando se fala em campanha eleitoral na internet todos lembram do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que conquistou muitos dos seus eleitores em função do marketing político realizado em ambiente virtual. Essa estratégia não é novidade, porém, este ano, o uso da internet, não só para divulgação de candidaturas, mas também como instrumento de fiscalização do trabalho dos políticos, está dentro dos planos da maioria dos candidatos e dos órgãos eleitorais.
Propaganda
A propaganda na internet é um complemento importante à campanha eleitoral e permite que o candidato aproxime-se mais do eleitor. De acordo com o publicitário Roger Frainer, a internet é um canal de participação e interação, que é tão eficaz como qualquer outro meio de comunicação de massa, porém, com suas especificidades. A propaganda na web tem que ser utilizada a partir do que o consumidor espera quando está no ambiente virtual, ou seja, é preciso levar em consideração que, na internet, o eleitor, no caso, tem desejos diferentes do que quando está assistindo à televisão. “A internet é um ambiente aberto, onde é o usuário que decide o que vai ver. Não há como colocar um VT de 30 segundos de propaganda eleitoral que foi rodado na televisão e achar que o internauta vai se interessar. Ele vai ver o que quer. Ele vê isso na televisão porque é obrigado, o VT interrompe o programa que ele está assistindo. Na internet, isso não acontece”, explica. Porém, a Lei das Eleições impõe algumas regras para a divulgação na web.
A partir do dia seis de julho a propaganda eleitoral está liberada em qualquer meio. Quem desrespeitar essa data está sujeito a aplicação de multa, que varia de 5 mil a 30 mil reais. Na internet, é permitido que o candidato, partido ou coligação mantenha um site, com endereço eletrônico comunicado à Justiça Eleitoral e hospedado em um provedor brasileiro. Está liberada também a utilização de blogs, redes sociais, sites de mensagens instantâneas e assemelhados, cujo conteúdo seja gerado ou editado por candidatos, partidos, coligações ou de iniciativa de qualquer pessoa natural. O deputado federal Luiz Carlos Heinze (PP), por exemplo, percebeu a importância dessas ferramentas há 11 anos, quando foi criada sua página na internet, onde o eleitor pode acompanhar suas ações políticas. O deputado ainda criou perfil no twitter (serviço de microblog) e, mais recentemente, em uma rede de relacionamentos. De acordo com o assessor parlamentar Cláudio Santa Catarina, as redes sociais servem como um meio de comunicação para se aproximar dos eleitores, divulgar propostas, ideias e compromissos de campanha.
As mensagens eletrônicas enviadas para endereços cadastrados gratuitamente são permitidas, desde que ofereçam a opção de descadastramento ao usuário. Se for solicitado, o pedido deve ser atendido no prazo de 48 horas. Caso contrário, os responsáveis devem pagar multa no valor de cem reais por mensagem. Outra ação permitida é a reprodução exata de página de jornal impresso, mesmo que contenha propaganda paga, até dois dias antes das eleições, desde que respeite os limites previstos para a propaganda eleitoral em impressos. Não observar esses limites sujeita os responsáveis pelos veículos de divulgação, assim como os partidos, coligações ou candidatos beneficiados à multa no valor entre mil e 10 mil reais ou equivalente ao da divulgação da propaganda paga, se este for maior.
Para o publicitário Roger Fraineir, a proibição da propaganda paga é interessante, já que vai obrigar os partidos a se desdobrarem para criar campanhas atrativas ao eleitor. Ele cita como exemplo uma ação da candidata à presidência, Marina Silva (PV), que realizou uma coletiva exclusiva para blogueiros. “Apesar de o pessoal ter achado ela meio despreparada, elogiaram só pela atitude de procurá-los e de se colocar aberta ao diálogo”, destaca. O publicitário ainda ressalta que a propaganda paga é apenas um complemento à divulgação e acredita que o principal é disseminar a imagem do candidato, o que pode ser feito de diversas maneiras, sem prender-se à publicidade por meios tradicionais.
A propaganda eleitoral em sites de pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos, também está proibida, assim como a propaganda em sites oficiais ou hospedados por órgãos ou entidades da administração pública da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Ainda estão proibidas a venda de cadastro de endereços eletrônicos e a propaganda eleitoral que atribua indevidamente sua autoria a terceiro, inclusive a candidato, partido ou coligação. É importante ressaltar que qualquer candidato, partido e coligação, assim como o Ministério Público Eleitoral (MPE) podem pedir ao juiz eleitoral que mande remover uma propaganda irregular. É livre a manifestação do pensamento e vedado o anonimato, assegurado o direito de resposta na internet e em outros meios de comunicação interpessoal mediante mensagem eletrônica.
É proibido - utilização, doação ou cessão de cadastro eletrônico de seus clientes, em favor de candidatos, partidos ou coligações, por I - entidade ou governo estrangeiro; II - órgão da administração pública direta e indireta ou fundação mantida com recursos provenientes do Poder Público; III - concessionário ou permissionário de serviço público; IV - entidade de direito privado que receba, na condição de beneficiária, contribuição compulsória em virtude de disposição legal; V - entidade de utilidade pública; VI - entidade de classe ou sindical VII - pessoa jurídica sem fins lucrativos que receba recursos do exterior. VIII - entidades beneficentes e religiosas; IX - entidades esportivas; X - organizações não-governamentais que recebam recursos públicos; XI - organizações da sociedade civil de interesse público.
Sanções
- A violação sujeita o responsável pela divulgação da propaganda e, quando comprovado seu prévio conhecimento, o beneficiário à multa entre cinco mil a 30 mil reais - Aplicam-se ao provedor de conteúdo e de serviços multimídia que hospeda a divulgação da propaganda eleitoral de candidato, de partido ou de coligação as penalidades previstas nesta resolução, se, no prazo determinado pela Justiça Eleitoral, contado a partir da notificação de decisão sobre a existência de propaganda irregular, não tomar providências para a cessação dessa divulgação - O provedor de conteúdo ou de serviços multimídia só será considerado responsável pela divulgação da propaganda se a publicação do material for comprovadamente de seu prévio conhecimento, demonstrado _ sem prejuízo dos demais meios de prova _ por meio de cópia de notificação, diretamente encaminhada e entregue pelo interessado ao provedor de internet, na qual deverá constar de forma clara e detalhada a propaganda por ele considerada irregular.
A internet é um meio difícil de ser “vigiado”, mas existem diversas formas de fiscalizar a propaganda eleitoral. De acordo com o MPE, tanto a própria instituição como os cidadãos e os candidatos, partidos e coligações podem ser autores da maior parte das representações na Justiça Eleitoral por irregularidade na campanha. “Desse modo, qualquer cidadão pode entrar em contato com o MP para comunicar o que julgar irregular, informando o maior número possível de dados, como descrição do fato, autor, local e data de ocorrência e, se necessário e possível, envio de link, arquivo de texto, foto, áudio e vídeo”, explica a assessora de comunicação do MPE, Sandra Anflor.
MPE e a fiscalização
Da parte do Ministério Público Eleitoral, há duas instâncias de fiscalização: a Procuradoria Regional Eleitoral, que recebe denúncias por meio de telefone (3216-2172) e de site (www.prers.mpf.gov.br, link Denuncie) e os promotores eleitorais, em cada comarca do estado, que também recebem denúncias por telefone e e-mail (http://www.prers.mpf.gov.br/pdf/promotores_eleitorais.pdf).
Fiscalização do trabalho e da vida política dos candidatos
Uma boa notícia para os eleitores é que a fiscalização não para na questão da propaganda. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou que irá divulgar no seu site, a partir de julho, os processos que correm na Justiça contra os candidatos. O eleitor poderá consultar a certidão criminal dos políticos que concorrem à eleição. O ex-deputado estadual e advogado Sérgio Ilha Moreira, classificou como oportuna a decisão do TSE, já que a medida vai divulgar aos cidadãos toda a vida pregressa do candidato. “Vai caber a cada eleitor avaliar se aquele candidato merece ou não o voto dele”, reflete. Um ponto fraco da proposta seria a linguagem jurídica com a qual o eleitor vai se deparar ao acessar as certidões. Porém, o fato de as informações estarem disponíveis à população de forma menos burocrática já pode ser considerado um ponto positivo. Nestes documentos, o eleitor encontrará também a situação atual de todas as ações judiciais e poderá saber em qual etapa do processo se encontram os candidatos.
Outro recurso acessível aos eleitores através da internet é o projeto “Ficha Limpa”, aprovado em maio deste ano pelo Senado e sancionado no início de junho pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta impede a candidatura de políticos que tiveram condenação criminal por órgão colegiado (mais de um juiz), mesmo que caiba recurso. O “Ficha Limpa”, que ainda estabeleceu oito anos como período de cassação, estará disponível para consulta a partir de julho.
A recente decisão do TSE que determinou a aplicação da lei da Ficha Limpa às eleições deste ano está mobilizando o MPE e a Justiça Eleitoral em todo o país. De acordo com assessora de comunicação do MPE, Sandra Anflor, no Rio Grande do Sul, a Procuradoria Regional Eleitoral já possui lista de gestores públicos condenados pelo Tribunal de Justiça por improbidade (corrupção) administrativa e, ainda, dos gestores públicos cujas contas não foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) em caráter irrecorrível. Outras listas, com pessoas que se enquadrem nas outras hipóteses de inelegibilidade previstas na Lei da Ficha Limpa, serão obtidas pela procuradoria para auxiliar a análise dos pedidos de registro de candidatura e, se for o caso, subsidiar as ações de impugnação de registro de candidatura.
Nos dias 06/8 e 06/9 deste ano, os partidos, as coligações e os candidatos são obrigados a divulgar na internet relatórios discriminados dos recursos recebidos e dos gastos realizados em suas campanhas. Para o ex-deputado Sérgio Ilha Moreira, apesar de parte da população não ter acesso à internet, aqueles que possuem esse recurso poderão acompanhar efetivamente o volume de gastos de um partido político, “para evitar candidatos que usam fortunas para se elegerem, corrompendo o processo eleitoral”. Já a assessora Sandra Anflor destaca que a consulta frequente aos sites do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e do TSE, bem como a leitura de jornais, inclusive os especializados em política, é uma boa forma de acompanhar a campanha e a prestação de contas.
Após as eleições, a população ainda pode fiscalizar o trabalho dos políticos através dos sites da Câmara de Deputados, do Senado e dos órgãos do Poder Executivo para os quais foram eleitos seus candidatos, seja a Presidência da República, seja o Governo do Estado. Nessas páginas, o cidadão pode encontrar telefones e e-mails dos gabinetes, assim como canais de ouvidoria.
O brasileiro joga fora mais do que consome, é o que aponta a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) através de um estudo realizado no Centro de Agroindústria de Alimentos. O Brasil está entre os dez países que mais desperdiçam alimentos. Cerca de 35% da produção agrícola vai para o lixo, o que daria para alimentar mais de 10 milhões de pessoas. Para a nutricionista e doutora em saúde pública pela USP, Rita Maria Montenegro Goulart, tanto nos países ricos, quanto nos pobres as estatísticas indicam que se o consumo aumenta, igualmente parece aumentar o desperdício.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que nas dez maiores capitais do país, o cidadão consome 35 quilos de alimento ao ano, sendo dois a menos do que o total que joga fora. O que confirma a pesquisa da Embrapa. Diariamente 39 mil toneladas de alimento são jogadas no lixo. Esse desperdício é gerado não somente nas residências, mas também em mercados, feiras, açougues, fábricas e restaurantes.
“O próprio controle de qualidade das indústrias exclui do mercado muitos alimentos que certamente poderiam estar na mesa de qualquer brasileiro”, afirma Goulart. Ao primar pela qualidade de serviço, os restaurantes também acabam jogando refeições no lixo. Isso ocorre porque pela legislação federal os proprietários são responsáveis pela qualidade da alimentação que oferecem, o que inclui a doação. Estes estabelecimentos podem, ainda, responder civil e criminalmente por danos causados por seus produtos. A legislação é muito rígida e grande parte dos estabelecimentos preferem jogar no lixo o excedente, que não é resto, a doar para entidades necessitadas e se responsabilizar por isso.
De acordo com o livro Os bilhões jogados no lixo, do economista Sabetai Calderoni, todo esse desperdício corresponde a 1,4% do PIB brasileiro, ou seja, U$$ 8,4 bilhões são perdidos por ano. “A nutrição tem um papel definitivo na qualidade da saúde da população e a maior concentração de nutrientes está em talos e folhas que naturalmente são desprezados”, lamenta Goulart. Essas partes não-convencionais dos alimentos são capazes de produzir alimentos saudáveis e nutritivos. Com a casca do abacaxi é possível fazer suco, com a da banana um bolo. Basta um pouco de criatividade para diminuir o desperdício. A nutricionista Rita Goulart chama a atenção para a necessidade de se ter campanhas educativas que possam mostrar que é possível aproveitar de forma integral dos alimentos. O Instituto Akatu Pelo consumo consciente acredita que consumir menos não significa comer menos e sim comprar melhor e comer melhor por isso lançou a seguinte campanha “1/3 do que você compra vai direto para o lixo”.
Planejamento e muito trabalho mantêm estudantes no exterior
Aquela história de que ter uma experiência fora do país e falar fluentemente outro idioma ajuda na vida profissional é realmente verdade. Mais do que isso, o intercâmbio é uma oportunidade de realizar-se também no âmbito pessoal. Conhecer outro povo, outra cultura e outra economia ajuda no crescimento do intercambista, mas viver em um ambiente diferente do habitual implica em importantes etapas de adaptação.
A estudante de Jornalismo Bruna Ostermann, 21 anos, admite ter enfrentado dificuldades logo na chegada a Londres, onde está desde o início de abril deste ano. “Pensei que nunca ia conseguir morar em um país onde as pessoas não falam português, mas depois a gente se acostuma, como tudo na vida”, afirma. A estudante gaúcha sabe da importância de aprender a língua inglesa, principalmente em função do seu curso de graduação, e por isso escolheu Londres como destino. Somado a isso, a vontade de assumir responsabilidades como morar sozinha e pagar suas contas, foi fator decisivo na hora de optar pelo intercâmbio. Mesmo com a opção de viajar para a pequena cidade de Dublin, na Irlanda, Ostermann escolheu o desafio da “cidade grande”.
Depois de comparar os prós e contras de cada lugar, vem a fase do planejamento, que deve ser feito com antecedência. Em 2007, o jovem administrador de empresas Filipe Jeffman, 22 anos, que trabalha na área de mercado financeiro, viajou para Sacramento, nos Estados Unidos, onde ficou durante cinco meses. Para a viagem, contou com ajuda de custo da família e, ainda assim, economizou durante um ano. “Se tivesse que pagar tudo por minha conta, precisaria de três ou quatro anos de economia”, destaca. Jeffman optou por um programa de intercâmbio de três meses, que envolvia curso de inglês, hospedagem e três refeições por dia. Após esse período, por mais dois meses, pagou um valor adicional para continuar com o sistema de “homestay” (hospedagem em casa de família) e três refeições diárias. No dia-a-dia, suas despesas envolviam programas de lazer. Mensalmente, o gasto médio para se manter no país era de US$600, o que hoje equivale a R$1074,00, considerando a atual cotação do dólar (ver box). Mesmo com dinheiro guardado, Jeffman procurou emprego durante o intercâmbio. “Tentei conseguir trabalho, mas em função do meu visto, que era de estudante, ficou complicado. E o fato de poder trabalhar só dois meses também atrapalhou”, conta.
Em Londres, a realidade da estudante Bruna Ostermann foi diferente. Em apenas uma semana em terras estrangeiras teve duas oportunidades de emprego. Ambas foram indicadas por brasileiros que já estavam estabilizados no país, o que mostra a importância de contar com a ajuda dos conterrâneos lá fora. Para Ostermann, é impossível se afastar dos brasileiros. “Aqui, eles são como se fossem tua família, principalmente porque o povo dos outros países tem um jeito diferente”, destaca. Nos primeiros dias, a estudante aproveitou para fazer turismo com uma amiga que já estava em Londres e, em um desses passeios, surgiu a primeira oportunidade. “Fomos em um café onde alguns conhecidos da minha amiga trabalham. Logo que fui apresentada a eles, soube da vaga de emprego nesse mesmo café. Alguns dias depois, voltei lá e conheci a gerente. Ela me pediu pra retornar no dia seguinte pra fazer um treinamento”, relata. Logo que chegou, Ostermann também conversou com outra amiga que morava em Londres e foi indicada para uma vaga em um museu da cidade. Ambos os empregos eram “part time”, ou seja, meio turno, já que a estudante frequenta a escola de inglês pela manhã e só pode trabalhar por dez ou vinte horas semanais.
Depois de ter realizado os testes, veio a surpresa: foi chamada para trabalhar no café e no museu. “Botei na balança as duas oportunidades: o museu pagava por hora, mas eu só poderia trabalhar vinte horas por semana. Já no café, apesar de ganhar menos por hora, eu ganharia gorjetas, as chamadas “tips”, e teria comida e bebida de graça, além de ter gostado mais do ambiente”, conta. Com o primeiro salário, conseguiu pagar o aluguel da casa onde mora com mais oito pessoas, e ainda fez compras pessoais. O salário mínimo em Londres é de £5,80 por hora, mas Ostermann ganha uma quantia menor, cinco libras por hora (equivalente a R$13) porque o local onde trabalha não desconta taxas e paga em dinheiro. Nesse valor, não estão incluídas as gorjetas. “Em um dia, ganhei 35 libras em tips, o que foi pouco, porque choveu muito. Em geral, dá pra ganhar até 60 libras”, conta.
O custo de vida em Londres é alto, mas ainda não refletiu na rotina da estudante gaúcha, que atribui isso ao fato de morar sozinha e não ter que sustentar uma família inteira. “O supermercado aqui é muito barato, as roupas e eletrônicos também. Para viajar de uma cidade a outra e de um país pra outro o valor também é muito acessível. Até comprar um carro é barato, só é difícil mantê-lo. O transporte é bom porque podemos comprar passe por dia, semana ou mês e andar o quanto quiser”. Entre os serviços mais caros está o aluguel: Ostermann paga 75 libras por semana, mesmo dividindo quarto com mais duas pessoas. É importante ressaltar que, assim como no Brasil e em qualquer outro lugar do mundo, o preço do aluguel varia de acordo com a região. “O meu aluguel é um pouco mais caro do que o normal devido à localização. Levo vinte minutos de ônibus até o centro”, ressalta. Tudo isso está sendo mantido com salário e gorjetas. Uma parte desse dinheiro vai para as economias da viagem que Ostermann pretende fazer pela Europa, durante um mês e meio, quando o período do visto acabar.
Já nos Estados Unidos, de acordo com o administrador Filipe Jeffman, todos os serviços são mais caros. “Mandar lavar o carro não sai por menos de U$S 50 dólares. Aqui no Brasil, por R$15 tem boas opções de lavagem”, compara. Jeffman conseguiu um carro emprestado no final da sua viagem para conhecer outros lugares no país. Antes disso, não gastava muito em transportes, já que ia de bicicleta da casa onde morava até a escola de inglês. Para ele, a economia dos Estados Unidos é muito mais focada em serviços, enquanto o Brasil concentra-se em mercadoria. Lá a concorrência é mais forte e existem muito mais empresas. “No geral, os produtos são mais baratos porque são importados da China. Os carros possuem preços muito mais acessíveis pela questão dos impostos”, explica.
Ao final do intercâmbio, muitos jovens organizam viagens para conhecerem outros países ou outras regiões do mesmo país, mostrando que todos vêem na experiência uma oportunidade única. Além de retornarem ao seu país de origem com um idioma mais aperfeiçoado, os estudantes trazem uma grande bagagem profissional e pessoal. O mercado, por sua vez, valoriza a vivência acadêmica e profissional no exterior e leva em consideração aqueles que aceitaram o desafio e as responsabilidades da vida longe do conforto da família e da cultura com a qual estavam acostumados. Os jovens retornam mais preparados para enfrentar o mercado de trabalho e a vida. Por isso, é fundamental a realização de um planejamento pré-viagem e o conhecimento sobre a economia local, a fim de usufruir da melhor forma a experiência no exterior.
Cotação do dólar e da libra esterlina
EUA: US$1 = R$1,79 Londres: £1 = R$2,64
Dicionário do intercâmbio
“Part time” – meio turno “Full time” – turno completo “Homestay” – hospedagem em casa de família “Pound” – libra esterlina
Intercâmbio não é só para classes média e alta Hoje em dia, as agências de intercâmbio possuem vários tipos de programas, que podem ser parcelados. É só escolher o que melhor atende aos seus objetivos e necessidades.
Curiosidade: como os estrangeiros vêem o brasileiro e o Brasil De acordo com a estudante Bruna Ostermann: - Acham o povo brasileiro muito amigável e sorridente. - Todos comentam sobre o Brasil ser penta campeão e falam sobre a Copa do Mundo de 2014, da qual o país vai ser sede. - Muita gente fala sobre o carnaval. - Adoram dizer que as mulheres do Brasil são lindas. “Sempre que eu digo que sou brasileira as pessoas perguntam se sou de São Paulo ou do Rio de Janeiro. Alguns pensam que São Paulo é a capital brasileira”. A visão dos norte-americanos, de acordo com Filipe Jeffman: “Eles acham que o Brasil é 90% do território sul-americano. E relacionam o país com futebol e carnaval”.
De acordo com dados do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS), o eleitorado do Estado cresceu nos últimos 10 anos. Os jovens nem sempre acompanharam o crescimento neste período: tiveram sua maior participação em eleições no ano de 2004, quando 189.828 mil adolescentes estavam aptos a votar. Em 2006, este número caiu para 138.089 mil e no ano de 2008 chegou a apontar apenas 135.511 mil jovens eleitores. As eleições deste ano atraíram o público adolescente, que possui mais representantes em 2010, totalizando 156.797 mil menores de idade votantes.
No dia 20 de abril, o TRE-RS lançou a campanha “16 Anos: Uma Idade Inesquecível”, que tinha como objetivo motivar os jovens gaúchos a exercerem sua cidadania através do voto. Essa iniciativa pode ter influenciado diretamente na decisão dos “novos eleitores” de irem às urnas em outubro. Para o Deputado Estadual Adolfo Brito (PP), a participação do jovem na política é muito importante. “O voto é um direito do cidadão e mesmo sendo opcional para os jovens de 16 e 17 anos é essencial que as famílias, as escolas, a sociedade em geral, incentivem esses jovens a fazer o título eleitoral e participar ativamente da democracia brasileira”, afirma. A campanha recebeu apoio da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul e da Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (AGERT).
João Victor Padilha Wiedenhöft, 18 anos - fez o título aos 16
Acadêmico de direito - 3° Semestre - URI Santiago "Caso os jovens estejam aptos para exercer seus direitos de cidadão antes mesmo da idade que é colocada como limite, devem se conscientizar de que estarão contribuindo para o crescimento de seu próprio país, pois todo eleitor deve pautar-se nas propostas de cada candidato e escolher aquele que trará mais benefícios para o mesmo. O Brasil não precisa somente de eleitores, mas sim de eleitores que consigam distinguir o político correto e que pode contribuir daquele desonesto e que não ajudará no crescimento nacional. O fato de o Brasil adotar o regime democrático implica na escolha dos eleitores por um ou vários candidatos que representarão a sociedade. Todo eleitor deve estar ciente desta responsabilidade. Vimos de forma reiterada candidatos trocando votos por benefícios. Estes são exemplos que não devem ser seguidos. Os jovens são a esperança do futuro do país e podem mudar este quadro negativo desde que tenham comprometimento. O incentivo deve vir da família, da escola, da mídia e de amigos. O mais importante é que os jovens saibam a importância deles nessas horas e que sua omissão não contribuirá em nada. Não fazer o título, adiar ou quem sabe votar nulo ou em branco não é a melhor forma de exigir que o Brasil cresça como tem condições de crescer".
Maicon Marchezan, 18 anos - fez o título aos 16 Acadêmico de direito - 3° Semestre – UPF (Passo Fundo) "Partimos da idéia de que somos, todos, absolutamente todos, regidos por decisões políticas. E essas decisões são comandadas por quem participa, com participação (sendo cada um fiscal e cobrador!) vamos evoluir politica, social e economicamente, de modo a promover o bem estar dos cidadãos. É apavorante como os jovens estão desligados da política, sem crítica acabam todos indo pelas imagens prontas feitas pelo marketing, e pela mentira. Importante seria mostrar a todos os jovens que a política é tudo na vida em sociedade e que as coisas podem (e devem) melhorar. A educação, a saúde e a escola, a infraestrutura. Temos que mostrar que nós, eleitores, somos o chefe e eles os nossos representantes. Creio que apartir dessa visão os jovens vão se sentir agentes transformadores da sociedade, com o poder do voto".
Luís Vicente Batista Cabeleira Aquino, 17 anos - fez o título aos 16 Estudante de Publicidade e Propaganda - UNIPAMPA - São Borja "Fiz o título eleitoral antes dos 18 anos para exercer o quanto antes o direito que tenho de mudar o rumo do país. Se eu me omitir no momento que eu tenho o poder, eu não poderei reclamar depois do rumo que as coisas estão tomando".
O conceito de política diz respeito a garantir os direitos e deveres dos cidadãos. Mas, na prática, o que se vê atualmente é descaso por parte dos políticos brasileiros para com a população. Trocas freqüentes de partido, disputas publicitárias, inúmeros casos de corrupção e ausência de ética caracterizam essa falta de compromisso. Essa conjuntura no campo político torna a população desconfiada e descrente em possíveis melhorias para o país e para suas vidas. Parte dessa postura pode ser atribuída à mídia, porém, os cidadãos têm sua parcela de culpa, já que limitam-se a envolver-se apenas nas eleições e deixam de fiscalizar o desempenho de seus representantes e cobrar resultados satisfatórios. A população associa a política à corrupção e os freqüentes escândalos provocam desânimo e afastam cada vez mais o brasileiro da política. O fator histórico não pode ser ignorado: no período da ditadura militar no Brasil, a população era privada de liberdade de expressão e sofria forte repressão por parte do governo. Essas características respigam até hoje na “democracia” brasileira.
Em uma das pesquisas mais recentes sobre a eleição presidencial no Brasil, realizada e divulgada pela Datafolha, constata-se a disputa acirrada entre a candidata petista, Dilma, e o candidato tucano, Serra. Ambos aparecem com 37% de intenções de voto. Quanto à candidata do Partido Verde, Marina Silva, o percentual aproxima-se a 12%.
O público foi entrevistado a respeito da sua opção escolhida para o cargo de presidente da república, além de relatar as satisfações com o atual Governo Federal, de Lula. Durante dois dias, 20 e 21 de maio de 2010, mais de 2.660 pessoas foram abordadas para opinar nesse Vox Populi. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.Em comparação com a pesquisa anterior, desenvolvida no mês de abril deste mesmo ano, a candidata do PT, Dilma, subiu sete pontos, enquanto o candidato do PSDB, Serra, caiu cinco pontos percentuais.
A partir disso, percebe-se a associação da imagem de Dilma a de Lula, desenvolvida pelos brasileiros. Tendo em vista a grande força dada pelo presidente Lula à candidatura da petista, percebe-se que o crescimento das intenções de votos de Dilma está diretamente relacionado à aprovação do povo quanto ao governo de Luiz Inácio.
Em relação ao candidato tucano, é visível a busca do PSDB por um plano estratégico, que tenta conquistar mais votos, em especial os femininos, já que a pesquisa divulgada aponta Serra como o favorito das mulheres. Além disso, a concorrência é tão grande que o PT está correndo atrás do povo que vive nas regiões Sudeste e Sul do país, onde os candidatos, Dilma e Serra, disputam arduamente, e também São Paulo, onde o tucano é favorecido.
Pesquisa divulgada no sábado, 22 de maio, pela Datafolha apresenta um empate técnico entre os candidatos José Serra (PSDB) e Dilma Russef (PT). Foram ouvidos 2,6 mil eleitores e ambos os candidatos receberam 37% das intenções de voto, enquanto Marina Silva (PV) aparece com 12%. Em relação à última pesquisa, realizada em abril, o candidato tucano caiu cinco pontos, enquanto Dilma subiu sete pontos percentuais.
O atual governo possui boa avaliação por parte dos brasileiros. Levando em conta isso o presidente do PT, José Eduardo Dutra, aponta como um dos motivos dessa mudança nas pesquisas a associação da imagem de Dilma a de Lula. A estratégia tem dado certo e para reforçar essa mesma idéia o presidente apareceu no último programa de televisão do partido falando bem de sua ex-ministra.
O comandante do PSDB, Sérgio Guerra, afirma que o programa exibido no último dia 13 teve forte influência na mudança do quadro eleitoral. Porém, ainda ressalta que a quantidade de pessoas entrevistadas prejudicou os resultados regionais: apenas no Sudeste o candidato tucano ainda lidera (40% contra 30%)
Com a Copa do Mundo a campanha deve tomar força apenas no mês de julho. É provável que continue com o quadro de empate até o termino dos jogos, pois as atenções dos eleitores estarão voltados para o Dunga e a Seleção Brasileira. Porém, os partidos já estão organizando novas estratégias para desempatar esse jogo político.
A pesquisa apontou que o eleitorado feminino ainda prefere Serra, sendo assim o PSDB traça um plano para explorar mais o voto das mulheres. Enquanto o PT pretende concentrar esforços nas regiões onde a disputa está mais acirrada (Sul e Sudeste) e em São Paulo, onde Serra tem vantagem.
Dilma Rousseff e José Serra protagonizam disputa pela presidência
A última pesquisa eleitoral divulgada pela Datafolha mostra que a candidata Dilma Roussef (PT) alcançou José Serra (PSDB). Os dois candidatos aparecem com 37% das intenções de voto. Marina Silva (PV) tem 12%. O levantamento foi realizado durante dois dias, com 2.660 entrevistados, sendo que a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Em relação à última pesquisa, realizada em abril, o candidato tucano caiu cinco pontos, enquanto Dilma subiu sete pontos percentuais.
O presidente do PT, José Eduardo Dutra, atribui a mudança nas pesquisas ao acerto da estratégia de associar a imagem de Dilma Rousseff a de Lula, que possui boa avaliação de seu governo por parte dos brasileiros. No último programa de televisão do partido, o presidente Lula apareceu falando bem de sua ex-ministra. Para o comandante do PSDB, Sérgio Guerra, a reversão do quadro a favor de Dilma deu-se principalmente em função do programa petista exibido no último dia 13. Porém, Guerra ainda destaca que a quantidade de pessoas entrevistadas prejudicou os resultados regionais: apenas na no Sudeste o candidato tucano ainda lidera (40% contra 33%), mas sua vantagem diminuiu comparada aos números do mês passado, quando Serra possuía 45% das intenções de voto e Dilma, 26%.
Agora, o PSDB traça um plano para explorar o voto das mulheres, já que a pesquisa divulgada apontou que o eleitorado feminino ainda prefere Serra. A coordenação política da campanha petista pretende concentrar esforços nas regiões Sul e Sudeste, onde a disputa entre os dois candidatos é acirrada e em São Paulo, onde Serra tem vantagem.
Sair do vermelho não é uma tarefa simples. Quem já teve dívidas sabe como é difícil livrar-se do sufoco das contas a pagar e passar para a alegria das contas a receber. Esta com certeza não é uma tarefa fácil e exige muito esforço, dedicação e, se possível, ajuda. O momento certo de cortar as despesas é quando você está pronto para poupar e viver com seu novo plano financeiro, pensando constantemente em seus objetivos econômicos.
Para isso, baseando-se no livro do Economista Luís Carlos Ewald, “Sobrou Dinheiro!”, foram elaboradas algumas dicas que auxiliam na luta contra os saldos negativos:
Dica nº 1: Faça um levantamento de todos os seus gastos. É importante conhecer o tamanho de sua dívida e procurar a melhor forma de pagar as suas contas.
Dica nº 2:Diferencie gastos essenciais de supérfluos.É importante dar prioridade para os gastos necessários e acabar com as compras feitas por impulso ou hábito. Além disso, é preciso evitar produtos supérfluos. Sempre verifique a relação “custo x benefício”.
Dica nº 3: É proibido o uso do cartão de crédito e do cheque especial. Use o cartão de crédito e o cheque especial apenas em situações específicas, e somente quando tiver recursos para cobrir rapidamente os custos. Se a compra é imprescindível não faça financiamento. Compre à vista e peça desconto. Se não cabe no seu orçamento, não compre.
Dica nº 4:Tente negociar as grandes despesas. Visite todos os credores e peça para que formalizem em um papel oficial da empresa, com assinatura, o valor e a composição do total. Mostre sua intenção de pagar a dívida, falando das dificuldades econômicas. Bancos e financeiras tendem a aceitar uma redução no valor do débito em vez de ficar sem receber ou enfrentar os custos de um processo.
Dica nº 5:Procure levantar o máximo de dinheiro possível. Isso pode incluir a venda de bens. Com esse dinheiro, faça uma oferta aos credores para o pagamento à vista de uma parcela de seu débito. Normalmente, esse tipo de oferta pode gerar o abatimento de uma parcela significativa da dívida.
Dica nº 6: Mude o perfil de sua dívida. Use o dinheiro de um empréstimo consignado – com mais parcelas e juros mais baixos – para cobrir as dívidas anteriores. Essa “troca” da dívida faz com que ela fique em um só banco ou administradora. Dessa forma, evitam-se os riscos da multiplicação de contas.
Dica nº 7: Busque fontes alternativas para conseguir uma renda extra. Pegue algumas de suas horas livres e use-as para trabalhar em algo que tenha um rendimento SEGURO. Você deve procurar algo que vá complementar a renda de seu atual emprego, não substituí-lo.
Dica nº 8: Aperfeiçoe-se mais. Quanto melhor profissional você for, melhor poderá cobrar pelos seus serviços. Dedique-se à arte do aperfeiçoamento contínuo, pois ela poderá levá-lo a patamares elevados.
Dica nº 9: Sobrou algum dinheiro? Poupe ou Invista! Guardar dinheiro é uma boa solução para projetos futuros ou imprevistos.
Dica nº 10: Lembre-se: planejamento é a alma do negócio!Crie o seu plano financeiro, o seu planejamento para livrar-se daquela situação econômica difícil. E não se esqueça: todo planejamento deve ser revisado e atualizado periodicamente, caso contrário suas metas poderão tornar-se antiquadas.
A partir desses dez passos, a luta para chegar ao azul (saldo positivo) torna-se mais iluminada e possível de ser finalizada.
Aos candidatos às eleições 2010 são impostas algumas normas que devem ser seguidas durante a campanha eleitoral. É importante que se fique atento a possíveis descumprimentos de qualquer detalhe por parte dos candidatos, o que influenciará no processo de escolha do mesmo. Conforme a lei 9.504/97, não é permitido ao candidato:
Se valer do uso de materiais ou serviços , financiados pelos governos ou casas legislativas, que ultrapassem os privilégios consignados nos regimentos e normas dos orgãos que compõe. (prazo indeterminado)
Usar recursos públicos para contratação de shows artísticos na produção de inaugurações. ( a partir do dia 6 de julho)
Participar de inaugurações de obras públicas, os candidatos a cargos do Poder Executivo. (nos três meses que precedem o pleito)
Fazer uso de distribuição gratuita de bens e serviços da qualidade social financiados pelo Poder Público em favor do candidato, partido político ou coligação. (prazo indeterminado)
Usar de recursos de comunicação de massa, como: Rádio e Televisão para pronunciamento fora do horário eleitoral. A menos que, seja urgente, relevante e características das funções de governo a critério da Justiça Eleitoral. (nos três meses que antecedem as eleições)
E ainda, de acordo com a nova Lei Eleitoral, diversos recursos de mídia digital (sites, redes sociais e blogs) tiveram seu uso liberado para candidatos e partidos políticos. Porém, qualquer propaganda eleitoral somente é permitida a partir de 6 de julho. Se desobedecer a esta regra o candidato sofrerá punição do Tribunal Regional Eleitoral de seu Estado. A propaganda paga na internet está proibida: por exemplo, a veiculação de banners de candidatos pode acarretar em uma multa no valor de 5 mil a 30 mil reais. Esses são apenas alguns dos pontos desta nova Legislação que inclui normas a serem seguidas pelos candidatos.
Eleições 2010 - Saiba mais sobre a desincompatibilização
Você sabe o que é desincompatibilização? Parece difícil, mas a definição é simples: é o ato pelo qual o candidato se afasta das obrigações políticas que se encontra até o momento a tempo de concorrer à eleição cogitada, ou seja, é preciso que o candidato que exerce um cargo no âmbito do Poder Executivo se afaste do mesmo para poder concorrer , eles precisam se licenciar seis meses antes do pleito.
O afastamento do candidato de cargos do executivo está regulamentada pela lei complementar nº 64, a chamada Lei das Inelegibilidades, de 18 de maio de 1990 e tem a finalidade de impedir que um candidato, no exercício de uma função no Executivo permaneça no cargo quando tem a intenção de concorrer a outra função.
Ministros de Estado, governadores e secretários das três esferas de Poder Federal, Estadual ou Municipal tinham até o dia 3 de abril para se afastarem dos respectivos cargos. O presidente da República, os governadores de Estado e do Distrito Federal, bem como os secretários, devem renunciar aos respectivos mandatos no prazo de seis meses antes do pleito, se também tiverem a intenção de concorrer a outras incumbências. Vice-presidente e vice-governadores poderão disputar outros encargos, resguardando seus respectivos mandatos, desde que para isso, não tenham sucedido ou substituído o titular no semestre que antecede as eleições.
Não é necessário que os deputados federais, estaduais ou do Distrito Federal no exercício mandato deixem seus cargos para concorrer à reeleição. Portanto, não precisam se licenciar do mandato no Congresso Nacional, Assembleias Legislativas ou da Câmara Legislativa do DF para renovar o mandato.