Logo que chega em terras vietnamitas, o jornalista encontra o intérprete (e também repórter) Dith Pran (Haing S. Ngor), além de jornalistas que vieram de outros países com o mesmo objetivo de Syd. O dia-a-dia deles no Camboja permite que o público entenda algumas das características da cobertura de um evento internacional. Através do personagem Syd, pode-se perceber a importância de o jornalista acompanhar os fatos de perto, afinal, existem informações, dados e fotografias que só podem ser obtidos por quem está no local, vivenciando tudo. É notável o esforço do personagem Syd em estar sempre próximo ao lugar onde a notícia acontece e isso remete a outro fator importante da cobertura internacional, assim como do jornalismo em si: é preciso ter conhecimento e sensibilidade para decidir o que é notícia e o que interessa. A diferença é que, estando em outro país e, principalmente, em meio a uma guerra, sem uma equipe de apoio, tudo se torna mais difícil.
Outra característica do jornalismo internacional é a falta de recursos. Justamente por estar longe da redação ou ambiente de trabalho, o repórter, muitas vezes, precisa improvisar e lidar com a precariedade de recursos, seja para apurar informações, redigir uma matéria ou envia-la para o veículo. Podemos notar isso na cena em que Syd está concluindo uma de suas matérias e a eletricidade acaba. Na época, era utilizada a máquina de escrever, ou seja, o problema não era relacionado ao funcionamento de um computador, mas sim ao fato de que a falta de luz caracteriza a precariedade do local. Isso, sem contar os bombardeios (constantes em uma zona de conflito) que muitas vezes danificavam o Telex, antigo sistema internacional de comunicações escritas, atrasando o envio dos textos para o Times, nos Estados Unidos. É claro que deve-se levar em consideração que o filme retrata a década de 70, quando não tínhamos a facilidade que a internet proporciona hoje. Ainda assim, de certa forma, a falta de recursos ou a dificuldade de se chegar a eles fazem parte da realidade atual de um enviado especial, principalmente se estiver em um país marcado pela pobreza, como o Camboja.
Além de correr muitos riscos em uma zona de guerra, o repórter tem dificuldade em obter e apurar informações. No filme, vemos que a população local é uma boa fonte de informação em meio à guerra ou pelo menos pode auxiliar o jornalista a chegar até a informação. O profissional lida com uma realidade difícil ao conviver com mortes, feridos e pessoas em desespero por terem perdido suas famílias ou suas casas. Além disso, precisa lidar com a hostilidade de grupos como o Khmer Vermelho (no caso do filme), grupo revolucionário que tentava implantar um novo regime na região, e até com a morte de colegas da imprensa. Ainda assim, o filme acha espaço para retratar o lado “humano” dos personagens, a união e a amizade entre eles, no caso de Syd e Dith e até dos outros jornalistas que viviam a mesma rotina difícil da cobertura de guerra.
Qualificação do jornalista internacional
Por ser uma área que abrange diversos temas, exige do repórter conhecimento de cultura geral e, principalmente, de política e economia internacional. O profissional precisa saber e acompanhar os principais acontecimentos do mundo e, como complemento, conhecer a história desses eventos. Dominar dois ou mais idiomas é um requisito fundamental.
Além de correr muitos riscos em uma zona de guerra, o repórter tem dificuldade em obter e apurar informações. No filme, vemos que a população local é uma boa fonte de informação em meio à guerra ou pelo menos pode auxiliar o jornalista a chegar até a informação. O profissional lida com uma realidade difícil ao conviver com mortes, feridos e pessoas em desespero por terem perdido suas famílias ou suas casas. Além disso, precisa lidar com a hostilidade de grupos como o Khmer Vermelho (no caso do filme), grupo revolucionário que tentava implantar um novo regime na região, e até com a morte de colegas da imprensa. Ainda assim, o filme acha espaço para retratar o lado “humano” dos personagens, a união e a amizade entre eles, no caso de Syd e Dith e até dos outros jornalistas que viviam a mesma rotina difícil da cobertura de guerra.
Qualificação do jornalista internacional
Por ser uma área que abrange diversos temas, exige do repórter conhecimento de cultura geral e, principalmente, de política e economia internacional. O profissional precisa saber e acompanhar os principais acontecimentos do mundo e, como complemento, conhecer a história desses eventos. Dominar dois ou mais idiomas é um requisito fundamental.
Por Camila Batista, Eliandra Lopes, Kamila Johann e Tatiana Prisco Nassr
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